Posted by : Jornalismo e Relações Públicas Uespi sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

O cineasta Cícero Filho e os jornalistas Juscelino Ribeiro e Tássia Araújo participam da 4ª Semana Audiovisual da Universidade Estadual do Piauí (Uespi) na mesa redonda Produção cinematográfica e editais de fomento ao audiovisual. A discussão foi mediada pelo professor do curso de Comunicação Social da Uespi, Diego Lopes. A ideia da conversa foi incentivar a produção cinematográfica independente.
Quase todos os editais exigem que a inscrição seja feita em nome de uma pessoa jurídica, o que dificulta a produção amadora. "Temos que procurar oportunidades para de profissionalização. Se elas não existem, temos que ir atrás delas", incentiva Juscelino Ribeiro. Ele conseguiu recursos para sua primeira produção audiovisual profissional - o documentário Deixa a chuva cair, que conta a história do grupo de rap A Irmandade - por meio do concurso Jovem.doc, com apoio da Framme Produções. 

Em contraste está  trajetória de Cícero Filho, que iniciou suas produções cinematográficas de forma totalmente independente. Seu primeiro filme profissional foi gravado com auxílio de patrocinadores, que contribuíram com empréstimo de equipamentos, passagens e hospedagem para a equipe. Por conta da iniciativa de produzir filmes mesmo sem verba, ele já consegue maior respaldo diante de concursos. "Você tem que provar que é capaz de fazer filmes e vendê-los", afirma. "Quando você quer partir para um âmbito profissional tem que transitar nesses meios burocráticos", conclui. 
Tássia Araújo é organizadora do projeto Parada de Cinema, que promove mostra de filmes gratuitamente, em espaços públicos de Teresina, na intenção de democratizar o acesso a produções audiovisuais. Ela discorreu sobre as dificuldades de produzir um evento com orçamento limitado e com pouco incentivo do poder público. "Falar de financiamento no cinema é o calo que aperta o pé", relata. Também foi tema de discussão as leis municipais de fomento a cultura. Segundo ela, é importante insistir na construção de um portfólio, mesmo com todos os problemas, para conseguir abrir espaço para inserir seu trabalho. "A gente faz porque acredita que vai dar certo, que um dia alguém vai olhar para o projeto e querer financiar", finaliza.

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