Posted by : Jornalismo e Relações Públicas Uespi quarta-feira, 12 de novembro de 2014

O repórter é presença confirmada na II Semana de Audiovisual da UESPI.

Em 9 de novembro de 1944, nascia em Teresina, Torquato Neto, poeta, compositor, jornalista, roteirista, o homem que iniciou ao lado de grandes nomes da música brasileira um dos movimentos culturais mais importantes do país, a Tropicália, seria autor de uma produção artística gigantesca em seus curtos 28 anos de vida. Em 2014 o poeta completaria 70 anos, e em homenagem ao ícone piauiense, a Rede Clube estreou no dia 3 de novembro, a série “Torquato Neto, o Anjo torto”.

Renan Nunes, piauiense de Floriano e formado em jornalismo pela Universidade Estadual do Piauí no campus de Picos, foi o encarregado de contar em forma de homenagem a história de um gênio incompreendido, um ser de várias formas, jeitos e incertezas, um anjo, mas não como os outros, um anjo torto chamado Torquato Neto.

 Com extrema simpatia e bastante animado com a boa repercussão da série, Renan Nunes conversou com a equipe da II Semana de Audiovisual da Uespi, evento onde ministrará uma palestra também sobre esta produção.

Patricia Mellodi fala a Renan Nunes sobre Torquato Neto e o
espetáculo "O Anjo torto"
Dentro de um trabalho de aproximadamente três meses e mais de dez profissionais envolvidos até a estreia da série, Renan Nunes falou sobre o processo de preparação para as reportagens. “A ideia inicial foi da Marcênia Izabel, editora do Piauí TV 1a Edição, ela já planejava há dois anos, algo para homenagear Torquato, em 2014 com o aniversário de 70 anos dele, vimos uma oportunidade. Fizemos uma reunião com toda a equipe de produção, e começamos a pensar como contar a história de Torquato. Como organizar a série em torno da vida de alguém que viveu apenas 28 anos, mas teve uma importância tão grande na música, poesia e cinema? Então decidimos contar desde a infância em Teresina, até seus trabalhos dentro da Tropicália, porém teríamos apenas três episódios, que certamente não contariam a história de Torquato, então pensamos em outras perspectivas: Qual foi o legado dele? Que bandas ele influenciou, que pessoas se interessaram por ele depois que de seu falecimento? Então quando já tínhamos quatro episódios, pensamos em contar as diversas facetas de Torquato, compositor, poeta, roteirista, e assim nasceu a série com cinco episódios.”.

Com mais de 40 anos da morte de Torquato, registros e documentos da época não são tão fáceis de encontrar e foi através de uma pessoa que o estudo histórico sobre o poeta foi possível, “contamos desde o inicio com a ajuda de George Mendes, que é primo de Torquato, e tem um acervo com discos, fotos, livros e poesias, e foi a partir desses documentos que nós estudamos para produzir as reportagens, nós pesquisamos bastante, eu, por exemplo, li a biografia de Torquato e percebi o quanto ele foi genial”, conta Renan.

Uma das histórias que Renan, leva da produção da série sobre Torquato foi a sua ida a Bahia, onde encontrou várias pessoas que nasceram no estado, e se identificavam e conheciam a obra de Torquato Neto: “Fomos a Salvador para entrevistar o José Carlos Capinam, que escreveu peças de teatro com Torquato, e para mostrar o local onde Torquato estudou, e apenas isso, então a assessora que nos acompanhava disse que conhecia pessoas que também estudaram lá, no outro dia foram nos encontrar dois homens contemporâneos de Torquato, e uma jovem doutoranda, Esmeralda Cravançola, que está escrevendo uma tese sobre o poeta piauiense. Foi bastante interessante, ver gerações diferentes falando de Torquato.”

Indagado sobre como foi ser responsável por traduzir a história de Torquato para a TV, Renan Nunes sintetizou a oportunidade: “Foram mais de 7 mil quilômetros percorridos, entre Teresina, Bahia, Rio de Janeiro e São Paulo, mais de três meses de produção, falar de Torquato foi uma verdadeira imersão, foi realmente uma ótima experiência, eu tentei contar a história dele de uma forma simples, deixar as pessoas falarem sobre ele, mostrar como quem conviveu com Torquato e sua obra, pensa ele hoje.

Da esquerda para a direita: Renan Nunes, o editor Pedro Santiago,
Thiago Nunes, filho de Torquato, e a produtora Jainara Costa
Um dos grandes destaques da série foi o sexto episódio, com uma entrevista concedida por Thiago Nunes, filho único de Torquato, e que segundo Renan se mostrou bastante solicito e interessado na produção das reportagens. “Thiago foi uma ótima surpresa para todos nós, se mostrou interessado desde o nosso primeiro contato. Ele concedeu a entrevista que serviu para mostrar um lado diferente de Torquato, algo que sai um pouco do lado sombrio e carregado que o filme “Nosferato no Brasil” passou sobre a personalidade do poeta. Através de Thiago, vimos o lado “família” de Torquato Neto.

A série Torquato Neto, o Anjo Torto, tem seis episódios, e além do filho de Torquato, outros admiradores e contemporâneos do poeta foram entrevistados, entre eles Sergio Brito da banda Titãs, a cantora piauiense Patrícia Mellodi e os amigos e parceiros de Torquato, Carlos Galvão, José Carlos Capinam, entre outros.

As reportagens podem ser vistas no blog do G1 Piauí.

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